domingo, 12 de outubro de 2008

Amar o amor

Digo-te:não se pode amar senão ingenuamente,de coração despido;lágrimas de emoção pelo encontro, crença na inflorescênciadas manhãs.A morte das máscaras.

Amo amar!


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http://contosparaaana.blogspot.com/2008/08/

5 comentários:

PedrasTuas disse...

Para a Rosa!

Ainda sobre o que tu e eu entendemos por "pedras e a utilização que fazemos do vocábulo no espaço blogosférico (será que isto existe?)

Disse já que para mim, as pedras surgem como palavras, na maioria das vezes. Na verdade não foi assim que tudo começou... Na altura Pedras eram recordações que queria abandonar. E como disse, tudo "isto" começou e ainda é muito "imaturo" e pouco sério, no entender de um verdadeiro blog.

O nome do Blog está ligado ao carinho que tenho às rochas e outras formações geológicas...O primeiro post - uma tentativa de fazer iniciar o tal "luto", que de certa forma estava relacionado com o vocábulo...mas na verdade a culpa de é toda é tua, pois foi enquanto percorria as tuas "salas" que adquiri esta identidade.

Depois, ante a iminência de catalogar "esta coisa", o título da obra de Lobo ANtunes não esteve longe "Eu Hei-de amar uma pedra"
Esta pedra, que não sei o para ele significa, para mim é a imagem do Amor, tal como o entendo. A Pedra não é o objecto de amor; amar é em si mesmo Amor. Daí dizer: "Amo Amar" !!

E, finalmente, o acaso...Este blogo esteve para se chamar Pedras no charco da Vida (sugestão do verdadeiro criador deste espaço - o meu irmão (que falta me faz ele agora!!). Achava ele que deveria servir para expurgar as minhas impurezas e permitir-me lançar algumas pedradas mais politico-sentimentais (também não deve existir, mas com esta cisa do Acordo até pode ser que exista).
Achava ele que eu teria tais capacidades. Mas não. Acabou por ser um "espaço" sem definição. O espaço dos meus dias mais solitários, dos meus dias mais pensativos...

Como digo no Perfil: já gostei de escrever e alturas houve em que me era tão fácil fazê-lo. Sobre tudo e sobre nada.

PedrasTuas disse...

Gostava de escrever e tinha por hábito pré-visualizar o que escrevia, antes de publicar.

Não o fiz. Desculpas pelas inumeras falhas de pontuação, gralhas e troca de palavras...

manuel marques disse...

Não amar é sofrer, amar é sofrer mais...

Rosa Oliveira disse...

Pedras,
sou uma gaja simples com uma vida simples e abomino simplismos. Sou do campo, gosto do campo, seja do cheiro a feno ou do aroma da terra molhada, preferencialmente, sem o bafo da Caima (é uma fábrica na minha memória de infância. Ainda existe.)
O meu primeiro blogue chamava-se:

Indefinite Amore

O amor não se define. Faz-se! Age-se!...

O segundo

Pequenos Escritos

Exactamente, porque escrevo pequeno, sou pequena e, por influência, ao tempo, da leitura de Maria Zambrano. É um blogue d'outra encarnação.

Actualmente, escrevo umas brincadeiras no blogue (A)mar Pedra, inicialmente era um registo de fotografias de bióloga como disse um amigo, pejorativamente, claro. Sempre teve a intenção de abandonar esse registo.
Depois, há outras brincadeiras que não estão sempre (só quando me apetece) visíveis no perfil.

Tive a intenção de coleccionar pedras. Restam algumas, ainda.
Não creio no poder da blogoesfera para transformar o mundo para melhor. Blogo, pelo motivo: insularidade. Quando regressar, tenho sérias dúvidas que perca tanto tempo neste espaço. Há ruas, campos, cinemas, teatros, jardins, museus, livros (tenho todos os livros do mundo para ler), exposições, centros comerciais, concertos... para me ocuparem. Papel, gosto de escrever em papel com lápis de carvão em folhas pautadas ou não; tudo, menos quadriculadas.

Amar é estar vivo e ponto final.
Há o amor próprio, o amor ao outro, o amor amizade, o amor sedução, o amor aos filhos, sei lá...resmas... paletes, também.

O amor é, essencialmente, uma outra coisa. As pessoas ficam muito chocadas quando o digo - também há, as que me julgam tontinha ou iludida ou maçadora ou orgulhosa ou mal-tratante etc... há, também, quem não perceba um corno daquilo que digo, às vezes, tenho sérias dificuldades em saber explicar-me. Há de tudo como em todas as dimensões...

De resto, o escritor que referes diz que depressão é quando deixamos de pensar. E ainda:

«Amor é uma palavra difícil. Era o meu pai, pronto. Como a minha mãe é a minha mãe. Foi evidentemente importante para mim sob esse ponto de vista - normativo -, mas sempre tive a sensação de que não tinha nascido deles - porque era tão diferente deles.»
Lobo Antunes
Entrevista de Anabela M. Ribeiro
Pública
12 Outubro 2008


Espero que tenhas ido jantar
como tive a liberdade de sugerir.

Tesão, é a tal palavra que mais não significa que: Vida/Impeto/Energia viviante/Corpo e alma... Pena é que a desgastem, ao serviço de simplismos carnais.

PedrasTuas disse...

Obrigada Rosa.